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Papo sério! Precisamos conversar sobre bullying escolar

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Escritos pejorativos nas paredes dos banheiros da escola, olhares maliciosos no recreio, piadas ofensivas, agressões físicas e psicológicas na saída da aula. Todos estes são sinais evidentes de que o bullying escolar existe e está sendo praticado debaixo do nosso próprio nariz.

Existem algumas ações capazes de minimizar e até solucionar o problema a longo prazo. Se você é diretor ou possui autonomia para propor alterações nos padrões da escola, considere aplicar as medidas que apresentaremos no post de hoje. Confira!

Mas, afinal, o que é o bullying escolar?

O bullying escolar é, afinal, um conjunto de atos de violência que ferem a moral e autoestima do estudante. Possui motivações variadas que sempre encontram respaldo em preconceitos sociais existentes.

Dentre os mais comuns tipos de bullying escolar estão aqueles associados à intolerância religiosa, ao direcionamento sexual homoafetivo, ao grupo racial de pertencimento da vítima, à aparência física e a demonstrações de inteligência acima (nerds) ou abaixo da média.

Trata-se de um comportamento altamente prejudicial, tanto para a vítima, que sofre danos psicológicos graves e, às vezes, irreversíveis, quanto para o agressor, que reforça condutas negativas em si mesmo e passa a acreditar que é uma pessoa ruim quando, muitas vezes, é apenas um reprodutor de preconceitos aprendidos e relações familiares falidas.

Não podemos nos esquecer de que estamos falando de crianças e adolescentes em formação, e mesmo que as agressões não cheguem a um nível físico, devem ser objeto de atenção e cuidados.

O que fazer para minimizar a prática do bullying escolar?

Desestimular o comportamento de grupo

Para entender porque fazer isso é preciso, procure se inteirar sobre o comportamento do indivíduo na fase da adolescência. É muito comum que o aluno procure se encaixar em algum grupo no qual se sinta importante. Muitas vezes, esses grupos são dotados de regras próprias de conduta e seus membros precisam agir de acordo com elas para serem e permanecerem aceitos, o que os leva a ter coragem de fazer qualquer coisa!

É fundamental localizar os grupos que se formam em torno de comportamentos agressivos e desestruturá-los. Se eles perdem sua força, torna-se mais fácil lidar com cada participante, individualmente.

Promover e incentivar ações estudantis

Identifique as lideranças que atuavam sobre os grupos agressores enfraquecidos ou desfeitos e reverta-as positivamente, sob a forma de líderes de turma, por exemplo. Promova debates e instigue a reflexão dos alunos acerca das diferenças para que passem a tolerá-las.

Reforce, sempre que possível, as potencialidades individuais dos alunos e destaque-as. Quando essas potencialidades se tornam mais visíveis do que o comportamento que gera o bullying, a admiração pelo outro supera o preconceito.

Capacitar a equipe e conquistar a confiança dos alunos

Mostrar aos alunos que a escola está aberta e disposta a solucionar os problemas deles aumenta muito as chances de denúncias de bullying. Os professores devem estar preparados não só para passar conhecimento e reconstruí-los com os alunos através de debates, mas também identificar possíveis intolerâncias em sala de aula e minimizá-las.

Os auxiliares devem saber como interferir em situações de agressão verbal e não verbal nas entradas, saídas e intervalos do colégio. Ter uma equipe qualificada faz toda a diferença na resolução do problema.

Trazer os pais para vivências dentro da escola

Tão importante quanto educar os filhos é trabalhar a opinião e a conduta dos pais no processo de educação. É mediante a presença dos responsáveis pela educação, pais e professores, que a escola tem condições de identificar possíveis falhas de comunicação e possíveis motivações para comportamentos agressivos. Mais que identificar problemas, torna-se necessário propor debates abertos com o objetivo de saná-los.

Lembre-se de que assumir a existência da prática do bullying é fundamental para combatê-lo. Reconhecer que estudantes são pessoas em formação e, portanto, mutáveis, também é importante para reverter o quadro. Este é um trabalho constante que, além da aplicação dos métodos descritos acima, exige muita persistência e amor à educação!

O que você tem a dizer sobre a prática e combate ao bullying escolar? Compartilhe conosco suas experiências deixando seu comentário no post!

2 Comentários
  1. Carla Diz

    Não resta dúvida que é de suma importância acabar com essa prática dentro do ambiente escolar,mas para isso se faz necessário que o professor preste atenção nos seus alunos, além de ministrar a aula.

    1. Escola Contrata Diz

      Olá Carla,

      Obrigada por nos prestigiar com sua leitura e comentários!

      Sucesso!

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