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Escola moderna: veja as questões em debate

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Nenhuma instituição é imune ao tempo e a escola não é exceção. Houve grandes transformações na organização social desde seu surgimento até hoje e muitas mudanças na forma de enxergar e interagir com o mundo — mesmo nas últimas décadas — e tudo isso traz questões para a escola moderna.

No post de hoje, comentamos sobre alguns desses debates que envolvem o próprio papel da escola, o uso de tecnologia e a interdisciplinaridade. Confira!

1. A pedagogia da escola moderna

Duas perguntas que estão em destaque hoje: Qual o papel da escola? E como cumpri-lo?

Afinal de contas, os investimentos de tempo e dinheiro nas instituições de ensino básico são grandes demais para que suas atividades sigam sem reflexão e sem conformidade com o modo como as pessoas aprendem — fenômeno este que está em constante transformação.

Os objetivos do Ensino Médio, como constam na Lei de Diretrizes e Bases, abrangem não apenas o acúmulo de conhecimentos como também “o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico”.

Isso significa tornar os alunos capazes de interpretar, relacionar e buscar, de forma autônoma, novas informações, bem como discernir as verdadeiras das falsas e não apenas memorizar quaisquer dados que encontrem pela frente. Isso traz um sentido em si mesmo para o período escolar em vez de encará-lo como mera preparação para o vestibular.

Há várias formas de compreender este objetivo tão complexo e as diferentes linhas pedagógicas trazem suas próprias soluções com várias propostas de divisão dos alunos, organização da turma, utilização dos espaços e envolvimento da comunidade escolar.

2. Tecnologia na sala de aula

As formas como a sociedade lida com a informação e com a ciência estão intimamente ligadas às transformações na aprendizagem que citamos anteriormente. Essas mudanças são sentidas na escola através das diferentes demandas de cada geração de alunos. E a cada vez que uma nova geração toma conta de uma escola surgem crises e são apontados novos rumos.

Hoje em dia, todos os esforços que giravam em torno da memorização de dados se tornou obsoleto, uma vez que boa parte dos alunos já pode se conectar à internet e encontrar qualquer dado que deseje. Neste cenário, é muito mais importante que os alunos adquiram a habilidade de buscar e trabalhar com os dados e não apenas decorá-los.

Isso tudo se reflete tanto na pedagogia quanto no aparato tecnológico da escola e, à medida que os projetores antigos e suas transparências foram substituídos pelos novos, conectados a computadores, também surgiram outras formas de apresentar os conteúdos e de envolver os alunos nas atividades das aulas.

Além disso, para conseguirem falar uma língua mais próxima desses novos alunos digitais, as escolas começaram a abraçar também o uso de espaços virtuais de aprendizagem e a repensar a rivalidade com o aparelho celular.

3. A divisão das disciplinas

Se pensarmos em qualquer fenômeno social ou da natureza, perceberemos que é muito difícil isolá-lo da mesma forma que fazemos com as disciplinas escolares, ou seja, cercá-lo de modo que só enxergamos as implicações de um único campo científico.

Por outro lado, os vestibulares e outros exames utilizados para avaliar a qualidade das escolas ainda se dividem desta forma. Os alunos se deparam com várias aulas por dia, de uma diversidade de matérias, que não possuem relação nenhuma umas com as outras a não ser a sequência arbitrária do cronograma.

Também é disciplinar a formação de boa parte dos profissionais de educação, que terminam seus cursos de licenciatura como especialistas em uma disciplina, mas ignoram as possibilidades que outros tipos de conhecimento trariam para suas aulas.

Por isso, são cada vez mais bem vistas propostas de projetos interdisciplinares, principalmente os de viés prático, inspirados em problemas da vida real e, se possível, da comunidade escolar. Projetos que levem os alunos a utilizar os conhecimentos da sala de aula para refletir, por exemplo, sobre o trânsito em torno da escola, a violência do bairro, a carga de trabalho dos pais e a propor explicações ou soluções para esses problemas.

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